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Despedida de Zezão gera comoção entre amigos e fãs

Publicado dia 14/05/2019 às 13h07min
É impossível falar da história do rádio londrinense sem citar o Zezão - que foi, sem dúvida, o maior comunicador que a cidade já teve.
Marcos Roman - Grupo Folha
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José Makiolke: entre os bordões que criou fica na memória um dos mais conhecidos , "alegria, alegria, alegria" | Marcos Zanutto/ Arquivo Folha 22-01-2019

 

“É impossível falar da história do rádio londrinense sem citar o Zezão - que foi, sem dúvida, o maior comunicador que a cidade já teve. É uma voz que não morre”. O depoimento emocionado do empresário J.B. Faria, diretor da Rádio Paiquerê FM 91,7, resumiu a comoção que tomou conta da cidade por causa da morte de José Maria Makiolke. O falecimento do radialista na manhã de terça-feira (14) levou o prefeito Marcelo Belinati a decretar luto oficial de três dias no município.

 

Vítima de mal de Parkinson, Zezão faleceu aos 71 anos com quadro de infecção generalizada e falência tripla de órgãos. “Ele lutava contra essa doença há vários anos. E, entre idas e vindas ao hospital esteve no ar até 20 dias atrás. E mesmo durante essa fase em que enfrentava problemas de saúde nunca perdeu uma de suas maiores características: a alegria”, destacou J.B. Faria sobre o radialista com quem trabalhou durante 45 anos.

 

“O Zezão era um comunicador nato. Desde o começo da carreira dele a gente já percebia que não se tratava apenas de mais uma voz bonita no rádio”, ressalta o empresário ao salientar que o radialista possuía talentos múltiplos. “Ele era um verdadeiro artista, fez telenovela, radionovela, teatro, humorismo, drama, apresentou jornais na TV e atuou como produtor musical e cantor. Era um excelente imitador e fazia até cover de Elvis Presley. Tinha também uma criatividade impressionante. Não foi à toa que vários de seus bordões ficaram conhecidos em toda a cidade, entre eles o famoso 'Alegria, Alegria, Alegria”, lembrou J.B. Faria.

 

Era com um desses bordões que Zezão chamava diariamente um de seus maiores colegas de profissão, o também radialista Manoel Osvaldo. “Ele dizia do estúdio: Onde tu tá, Mané? E eu respondia do estúdio móvel: Eu tô aqui, José. Era uma brincadeira com a letra da música da dupla Milionário e José Rico. Trabalhamos em dupla por 37 anos. Foi um convívio diário com um ser humano de qualidades admiráveis. A mesma descontração que ele demostrava nos programas era o que a gente sentia nos bastidores. Era impossível não gostar dele, que conquistava a todos com seu jeito simples e brincalhão que fazia piada com todos a sua volta. A popularidade dele era tão grande que na época do Clube do Ouvinte Paiquerê, entre as décadas de 1980 e 1990, chegamos a ter 120 mil ouvintes cadastrados”, comentou.

 

Muitos dos fãs conquistados ao longo da extensa carreira quiseram homenagear o radialista. “Foi impossível colocar no ar todas as homenagens que chegaram na rádio, pois foram muitas. Os ouvintes adoravam ele”, afirmou o diretor da Rádio Paiquerê FM 91,7, ao revelar que, muitas vezes, o vínculo estabelecido entre o radialista e seus ouvintes extrapolava as relações profissionais.

 

“Eu e minha família sempre fomos fãs da alegria contagiante que o Zezão transmitia pelo rádio. Com o tempo acabei fazendo algumas participações no programa dele, na época em que eu trabalhava no Corpo de Bombeiros e dava dicas sobre adestração de cães. Com a convivência, nossas famílias acabaram ficando muito amigas. Fui visitá-lo no hospital várias vezes e ficava admirado pois mesmo acamado ele gravava mensagens de otimismo que eram encaminhadas à minha filha que mora fora do País. A morte dele é uma perda irreparável”, afirmou o bombeiro militar aposentado José Ferreira de Oliveira.

 

No texto do decreto que estabelece luto oficinal de três dias pela morte do radialista, o prefeito Marcelo Belinati (PP) externou profundo pesar pelo falecimento do Zezão, “por ter dedicado toda a sua vida como comunicador, levando alegria e informação aos cidadãos londrinenses, dedicando amor, carinho e atenção a todos. Acima de tudo, era um apaixonado por Londrina”. O corpo do comunicador está sendo velado na Câmara Municipal de Londrina e  será sepultado no Cemitério São Pedro, nesta terça-feira (14), às 17 horas.

 

José Makiolke começou a trabalhar como comunicador aos 16 anos. Durante a trajetória profissional de 55 anos atuou na Rádio Difusora e foi apresentador da antiga TV Coroados. Nos últimos 45 anos trabalhou como radialista na Rádio Paiquerê AM, que no início deste ano migrou para a FM 91,7. Também foi vereador em Londrina, entre os anos 1993 e 1996, e recebeu o título de Cidadão Benemérito.

Fonte: folha de londrina

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