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Mães que transformam: luta pessoal criou ongs, projetos de lei e programas de saúde

Publicado dia 12/05/2019 às 08h40min
Para algumas mulheres, a maternidade é mais que uma experiência de transformação pessoal. Neste Dia das Mães, trazemos relatos de quatro mulheres que fizeram das dificuldades e desafios de ter um filho com necessidades especiais uma causa.

Mães que transformam: luta pessoal criou ongs, projetos de lei e programas de saúde


Ana Ligia Soares e a filha Thais: projeto de moda inclusiva capacita mães na criação de peças para os filhos.
 

 

 

Para algumas mulheres, a maternidade é mais que uma experiência de transformação pessoal. Neste Dia das Mães, trazemos relatos de quatro mulheres que fizeram das dificuldades e desafios de ter um filho com necessidades especiais uma causa. A luta pessoal dessas mães criou ongs, projetos de lei e programas de saúde. Confira:


Costurando inclusão
Buscando driblar as dificuldades do dia a dia ao vestir a filha portadora de paralisia cerebral, a dona de casa Ana Lígia Soares, 30 anos, de Apucarana, entrou para o projeto “Moda Inclusiva”, originado do curso de Design de Moda do Campus Apucarana da UTFPR, a Secretaria da Mulher e Assuntos da Família da Prefeitura de Apucarana e o grupo de mães da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). 

O projeto visa dar capacitação das mães na confecção de roupas funcionais. A filha de Ana, Thais, 10 anos, por exemplo, teve complicações em seu nascimento, provocando uma paralisia cerebral. “Uma das sequelas foi que a minha filha ficou na cadeira de rodas e com medidas diferentes do convencional. Ela tem a cintura de uma criança de 6 anos e o comprimento da calça de 12 anos”, conta. 

Para facilitar na hora de vestir a filha, Ana Lígia procurou o projeto onde encontrou soluções e solidariedade. “Estar com outras mães e participar do projeto é como pegar nossas dificuldades e criar soluções. A gente criou algumas roupas que não abotoam atrás e que tem as medidas exatas de nossos filhos. Além disso, participar das aulas fez a gente se aprofundar em assuntos culturais, anatômicos e ajudar nossos pequenos. É muito legal”, relata. 
O projeto “Moda Inclusiva” visa possibilitar a autonomia ao se vestir para pessoas com deficiência, criar peças que visam dar origem a um vestuário funcional e ergonomicamente projetado é um dos objetivos do curso técnico avançado. Uma das metas das mães é criar uma marca própria e lançar os modelos comercialmente. 
 
Cruzada contra o preconceito
Após ter a filha diagnosticada aos cinco anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a pedagoga apucaranense Flávia Ribeiro dos Santos, 34 anos, travou uma luta em favor da inclusão social e do suporte necessário às pessoas afetadas. Em conjunto com outros pais, ela criou a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas Apucaranenses (AMAA) que vem somando conquistas como a instituição da Carteira Municipal do Autista (CMA) e a implementação da lei para a reserva de vagas para estacionamento no trânsito. 

 

“Conheci esse mundo do autismo e da diversidade devido a minha filha e nos últimos dois anos tenho me dedicado exclusivamente às causas sociais para conscientizar, divulgar e fazer com que a Lei federal 12764/12, que é toda direcionada às pessoas com TEA realmente seja cumprida em Apucarana”, assinala.

Atualmente, Flávia é diretora da AMAA e, de acordo com ela, são muitas dificuldades encontradas, pois trata-se de um grupo sem fins lucrativos. “Todo trabalho que os pais prestam é voluntário”, sublinha. 

Foram duas grandes conquistas obtidas até o momento, contudo ela frisa que ainda há muita luta pela frente, sobretudo para reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas por este espectro. Flávia lamenta que muitas pessoas tenham se manifestado contra a criação de vagas para autistas em Apucarana. 

“Nós, enquanto família ficamos muito, chateados e pensativos na questão da sensibilidade da população de se colocar no lugar do outro. Quem convive com autista sabe da importância dessas vagas. Mas nos assustou, porque vimos muitos comentários negativos na internet. E se fosse o seu filho? ”, indaga. 

Segundo ela, o objetivo central da AMAA é criar um Centro Especializado em Atendimento às Pessoas com TEA. Um espaço foi cedido em parceria com a Prefeitura Municipal na Rua Clotário Portugal n° 260. Porém, a associação precisa arrecadar doações para reformar o local. 

Fonte: tribuna online

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